

O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma forma grave de sintomas pré-menstruais caracterizada por irritabilidade intensa, depressão, ansiedade e alterações comportamentais que surgem na fase lútea do ciclo menstrual e melhoram após a menstruação. Diferente da TPM, o TDPM envolve impacto funcional significativo e critérios diagnósticos definidos no DSM-5.
Qual a diferença entre TPM e TDPM?
A fase lútea representa um período de maior vulnerabilidade neurobiológica para grande parte das mulheres. A queda do estradiol e a modulação da progesterona impactam diretamente sistemas de neurotransmissão como serotonina, dopamina e GABA, com repercussões sobre regulação emocional, impulsividade e resposta ao estresse.
Embora sintomas pré-menstruais sejam comuns, é fundamental diferenciar Síndrome Pré-Menstrual (SPM, também conhecida como tensão pré-menstrual – TPM) de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).
No transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), não há alteração nos níveis hormonais absolutos, mas evidência de hipersensibilidade neuroendócrina: uma resposta central exacerbada às oscilações fisiológicas do eixo reprodutivo.
Implicações neurobiológicas e clínicas na fase lútea
O vídeo abaixo discute esse tema, abordando os seguintes tópicos:
- Bases neurobiológicas da fase lútea
- Papel da progesterona na modulação de GABA
- Critérios diagnósticos de TDPM
- Relação entre ciclo menstrual e exacerbação de transtornos psiquiátricos
- Implicações para prática clínica
Assista o vídeo completo:
Considerar o ciclo menstrual como variável clínica relevante pode contribuir para o melhor manejo de sintomas afetivos recorrentes e evitar tanto a normalização inadequada do sofrimento quanto a patologização sem critério.
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Principais referências científicas:
American College of Obstetricians and Gynecologists. Premenstrual Syndrome Practice Bulletin.
American Psychiatric Association. DSM-5-TR-2022.
World Health Organization. ICD-11. 2022.
Jespersen C et al. Cochrane Database Syst Rev. 2024.
Reilly TJ et al. J Affect Disord. 2024.
Bengi D et al. Br J Psychiatry. 2025.
































