Elizabethkingia meningoseptica: Patógeno Oportunista de Alta Resistência

Elizabethkingia meningoseptica

A Elizabethkingia meningoseptica é uma bactéria oportunista amplamente distribuída no meio ambiente, sendo encontrada em solo, água, esgoto e ambientes hospitalares. Foi originalmente isolada e descrita pela bacteriologista americana Elizabeth O. King, motivo pelo qual o gênero recebeu esse nome.

Esse patógeno está associado a infecções graves, especialmente em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN), onde pode causar surtos de meningite em recém-nascidos prematuros ou imunocomprometidos.

Embora a infecção seja rara, apresenta um prognóstico desfavorável, com taxas de mortalidade variando entre 25% e 35%. Além da meningite neonatal, a E. meningoseptica também pode provocar septicemia, pneumonia e outras infecções sistêmicas em pacientes hospitalizados, sendo frequentemente resistente a diversos antimicrobianos, o que dificulta o tratamento.

Infecção por Elizabethkingia meningoseptica – uma infecção rara, mas potencialmente fatal

A Elizabethkingia meningoseptica é uma bactéria oportunista amplamente encontrada no ambiente hospitalar, sendo responsável por infecções graves, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

Embora tenha sido isolada em casos de pneumonia, endocardite, meningite e bacteremia em adultos, sua ocorrência é mais comum em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN), onde pode causar surtos de meningite em recém-nascidos prematuros ou debilitados.

neonatal Elizabethkingia meningoseptica

A infecção por E. meningoseptica pode manifestar-se de forma sistêmica, apresentando sintomas como febre alta, alteração do nível de consciência, edema, tosse produtiva, escarro, distensão abdominal, desconforto torácico, calafrios, dor abdominal, fadiga, cefaleia, letargia e, em alguns casos, crises asmáticas.

A progressão da doença pode ser rápida, levando a complicações graves, como choque séptico e falência de múltiplos órgãos.

O prognóstico da infecção é preocupante devido à resistência intrínseca da bactéria a diversos antibióticos de amplo espectro, incluindo β-lactâmicos e aminoglicosídeos, tornando o tratamento desafiador.

A taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, refletindo a gravidade da infecção, especialmente em pacientes críticos. Dessa forma, a rápida identificação microbiológica e o uso de terapias antimicrobianas direcionadas são essenciais para a contenção da infecção e melhoria dos desfechos clínicos.

Elizabethkingia meningoseptica

Qual é o tratamento para infecções por Elizabethkingia?

A Elizabethkingia meningoseptica apresenta resistência intrínseca a diversos antibióticos amplamente utilizados na prática clínica, incluindo cefalosporinas, carbapenêmicos, aminoglicosídeos, polimixinas, tetraciclinas e cloranfenicol. Essa resistência significativa dificulta o tratamento e exige a realização de testes de sensibilidade antimicrobiana para a escolha adequada da terapia.

O diagnóstico e manejo da infecção devem ser baseados no isolamento do patógeno a partir de culturas de sangue, urina, líquido cefalorraquidiano ou tecidos infectados.

hemocultura Elizabethkingia meningoseptica

A literatura recomenda como primeira linha o uso de piperacilina + tazobactam, administrado por via endovenosa em infusão. Alternativamente, antibióticos como ciprofloxacino, levofloxacino, minociclina e sulfametoxazol + trimetoprima podem ser considerados, dependendo do perfil de resistência da cepa isolada. A duração do tratamento deve ser ajustada conforme a resposta clínica do paciente e a gravidade da infecção.

Diante da dificuldade terapêutica imposta pela resistência antimicrobiana, a melhor estratégia contra E. meningoseptica é a prevenção.

Medidas rigorosas de controle de infecção são essenciais, incluindo protocolos de higienização hospitalar, esterilização adequada de instrumentos médicos, desinfecção de superfícies e adesão rigorosa à higiene das mãos por profissionais de saúde, a fim de reduzir a disseminação do patógeno em ambientes hospitalares.

Elizabethkingia meningoseptica

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Referências:

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